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8 febrero 2026

Natalia Lafourcade recebe Prêmio de Diversidade Cultural em 2025

Lanuza (Huesca), 12 de julho de 2025Natalia Lafourcade não fez um concerto. Fez uma oferenda. A mexicana subiu ao palco do anfiteatro natural de Pirineos Sur como se caminhara em direção a um altar, e ali, sentada com seu violão, construiu um universo de canções que envolveu milhares de pessoas. Sob uma leve chuva que parecia fazer parte do roteiro, a cantautora ofereceu um recital íntimo, poderoso e profundamente humano.

Desde a primeira canção —“Cancionera”, que abre seu último álbum—, ficou claro que a noite não seria uma sucessão de canções, mas sim uma cerimônia. Lafourcade apresentou um repertório que uniu passado e presente, com joias recentes como “De todas las flores”, “Pajarito colibrí” e “María la curandera”, ao lado de hinos eternos como “Tu sí sabes quererme”, “Mi tierra veracruzana”, “La Llorona” ou “Cucurrucucú Paloma”. Tudo em um tom confessional, com uma voz calorosa que parecia cantar do coração para o ouvido de cada espectador.

O concerto teve um momento especialmente emotivo com a entrega do Prêmio Pirineos Sur à Diversidade Cultural 2025, que recebeu das mãos do deputado Carlos Sampériz e da diretora do festival, Amalia Ortiz. Um reconhecimento ao seu trabalho como Embaixadora da Música pela Paz e ao seu compromisso com os direitos humanos através da arte.

Vestida com um longo vestido azul, Lafourcade —que anunciou recentemente sua maternidade— ofereceu um show de uma hora e meia carregado de sensibilidade e beleza. Encerrando com “Derecho de nacimiento” e “La raíz”, deixou o palco com a mesma proximidade e elegância com que chegou. Mais que um adeus, foi uma despedida em sussurros. Tudo ficou em família.

Toquinho, mestre eterno da bossa nova

A segunda metade da noite foi um passeio pela memória musical do Brasil na companhia de Toquinho, que com seu inseparável violão revisitava mais de meio século de carreira. Sentado, sereno, acompanhado por uma banda mínima —baixo, bateria e a voz exquisita de Camila Faustino—, o brasileiro teceu um concerto nostálgico e tocante.

Soaram “Samba de Orly”, “Samba pra Vinicius”, “Você abusou” e, como clímax, “Aquarela”, que desenhou um sorriso compartilhado entre o público resistente à chuva. Toquinho, referência indiscutível da bossa nova, confirmou que sua música continua a ter o poder de acariciar a alma.

Última parada do primeiro fim de semana: Ara Malikian e Maika Makovski

O primeiro grande fim de semana do festival culmina neste domingo com duas propostas tão distintas quanto poderosas: Ara Malikian, virtuoso do violino, chegará com sua mistura de clássico, rock e jazz em um espetáculo visual e musical único sob as estrelas. Por sua vez, Maika Makovski apresentará seu novo disco “Búnker Rococó” em formato acústico, uma oportunidade perfeita para redescobrir uma das vozes mais sólidas do rock alternativo nacional.

Pirineos Sur continua sua viagem emocional, demonstrando que quando a música é sincera, não há clima que a detenha.

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