As grandes empresas japonesas reviram em alta os seus planos de investimento em bens de capital para o exercício fiscal de 2026. Segundo o inquérito empresarial de setembro do Banco do Japão, divulgado pelo Asia Daily com base numa informação do Nikkei, o investimento previsto para o conjunto dos setores aumentará 7,6% em termos homólogos, face aos 6,8% estimados em junho.
No setor manufatureiro, o crescimento previsto atinge 8,3%, sete décimos acima da consulta anterior. A fonte relaciona esta revisão com a continuidade dos investimentos destinados a ampliar a capacidade produtiva relacionada com a inteligência artificial. Trata-se, no entanto, de planos empresariais e não de investimentos já realizados.
O aumento dos custos de construção também está a elevar o montante orçamentado. Além disso, o crescimento previsto para este exercício mantém-se abaixo dos 8,4% registados no mesmo período do ano anterior, de acordo com a informação publicada.
A procura associada à inteligência artificial e aos semicondutores também favoreceu a perceção das grandes empresas manufatureiras sobre a sua atividade. O índice de condições empresariais do setor situou-se em 24 pontos em setembro, mais dois do que em junho e no seu nível mais elevado desde março de 2018. Em contrapartida, o indicador das grandes empresas não manufatureiras caiu dois pontos, para 35, num contexto de aumento dos preços e enfraquecimento da procura.










