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8 febrero 2026

Pirineus Sul 2025: Kiwanuka e La Perra Blanco se destacam no festival

A noite no anfiteatro natural de Pirineos Sur teve nome próprio: Michael Kiwanuka. O artista britânico, um dos pratos fortes da XXXII edição do festival, ofereceu um concerto memorável que já se perfila como um dos momentos cumbre deste ano. Sua mistura de soul introspectivo, funk e sensibilidade rock conquistou um público entregue desde o primeiro acorde.

Respaldado por uma banda impecável, Kiwanuka abriu com a delicadeza de “Piano Joint (This Kind of Love)” e foi construindo uma atmosfera envolvente e emocional que estourou com “One More Night”, sob um céu iluminado por celulares. Entre o espiritual e o terreno, o músico britânico revisitou temas emblemáticos de “Love & Hate” e “Kiwanuka”, com momentos de destaque como “You Ain’t the Problem”, “Black Man in a White World” ou a comovente “Floating Parade”, de seu último trabalho, “Small Changes”.

O trecho final foi uma cerimônia coletiva: “Cold Little Heart” e “Love & Hate” elevaram a temperatura emocional do anfiteatro e selaram uma atuação sóbria, elegante e profundamente comovente. Sem artificios, apenas música honesta. Kiwanuka despediu-se com a mesma classe com a qual preencheu o palco.

Mas a noite havia começado com outra explosão, desta vez de rock cru e atitude sem filtro: La Perra Blanco. A gaditana não apenas aqueceu motores: os incendiou. Com sua banda completa —bateria, contrabaixo, saxofone e teclados—, apresentou um espetáculo avassalador de puro rockabilly e energia vintage. Temas como “What is Wrong with You” e “It’s Fun But It’s Wrong” serviram de cartão de apresentação para uma artista que transformou o palco em seu habitat natural. Com a guitarra na mão e sem medo de se lançar ao público, comprovou por que é uma das grandes vozes do rock atual.

O festival continua neste sábado com um giro em direção aos ritmos e cores da América Latina. O lendário Toquinho retornará a Lanuza com sua bossa nova imortal, acompanhado por Camila Faustino, para revisitar uma trajetória de mais de seis décadas. Também retorna a mexicana Natalia Lafourcade, que encantou o público em 2013 e que nesta edição compartilhará com Julieta Venegas o Prêmio Pirineos Sur à Diversidade Cultural 2025. Um concerto que se antecipa como um dos mais emotivos do festival.

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