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10 marzo 2026

Zaragoza em Destaque: os lugares imperdíveis para ver a cidade brilhar como nunca antes

De 19 a 22 de fevereiro, o Casco Histórico transforma-se num grande museu noturno com doze intervenções de arte luminosa internacional, talento local e uma nova dimensão pedagógica

Quando a noite cai, Saragoça volta a fazer o que faz de melhor: brilhar. De 19 a 22 de fevereiro, o Casco Histórico transforma-se num museu ao ar livre com a segunda edição do Zaragoza Luce, um festival que este ano cresce em ambição, duração e espaços. Depois de reunir 278 000 pessoas em 2025, o evento amplia o seu percurso de oito para doze locais e acrescenta mais um dia.

A proposta é simples: sair à rua e redescobrir a cidade através da arte contemporânea baseada na luz. Se quiser aproveitar bem, aqui está o percurso imprescindível. Estes são os locais que tem de visitar durante o Zaragoza Luce.

Praça do Pilar: o coração que bate em luz

O ponto de partida natural é a Praça do Pilar. Aqui concentra-se grande parte do ritmo do festival e uma das suas instalações mais participativas: Impulse, do estúdio canadiano Lateral Office em conjunto com a CS Design. São baloiços luminosos que reagem ao movimento e geram uma coreografia de luz e som em tempo real.

Não é uma obra para contemplar à distância, é uma peça que se ativa com a presença do público. O resultado é coletivo, espontâneo e divertido. Se o Zaragoza Luce quer conectar arte e cidadania, este é o melhor exemplo.

Praça de San Juan de los Panetes: olhar para cima

Nesta praça está instalada uma das obras mais esperadas: Earthtime 1.26, da artista norte-americana Janet Echelman. Uma enorme rede aérea suspensa que flutua sobre o espaço público e muda de cor de forma hipnótica.

A peça conecta arte, ciência e interdependência global. A sua escala impressiona, mas também a sua leveza visual. É um lugar para parar e olhar para cima, algo que nem sempre fazemos na cidade.

Praça da Justiça: uma experiência imersiva

A Praça da Justiça acolhe Flux, do coletivo francês Collectif Scale. Aqui, a luz não é estática: move-se, vibra e dialoga com a música, gerando uma experiência envolvente.

É um dos pontos onde o festival se torna mais sensorial. Não é tanto uma instalação para fotografar, mas sim para experimentar durante alguns minutos.

Centro histórico: Les Voyageurs

No centro histórico da cidade aparecem algumas das figuras de Les Voyageurs, do artista francês Cédric Le Borgne. Silhuetas humanas luminosas suspensas no ar que parecem paradas no meio de uma viagem invisível em locais como a Fonte da Hispanidade, a Praça da Delegação do Governo, o Museu do Fórum ou a Praça da Lonja

Junto ao Pilar, a Fonte da Hispanidade integra-se no percurso como mais um elemento da paisagem transformada. Sob a iluminação artística, este ícone urbano adquire uma dimensão diferente. Não se trata apenas de projetar luz, mas de alterar a perceção do espaço. O que conhece durante o dia muda completamente quando a noite cai.

Na Calle del Cisne, as mesmas figuras adquirem uma escala diferente. O espaço reduzido potencia a sensação de proximidade e torna a intervenção mais íntima. Aqui, o festival demonstra que nem tudo é monumentalidade: também há espaço para a delicadeza.

 

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O entorno do Museu do Fórum acrescenta outra camada de significado às figuras de Le Borgne. Arte contemporânea e vestígios romanos coexistem no mesmo enquadramento. É um dos pontos onde o diálogo entre história e criação atual é mais evidente.

A Plaza de la Lonja oferece um dos cenários mais emblemáticos do Casco Histórico. A pedra renascentista torna-se suporte para a intervenção luminosa, demonstrando que o património pode ser reinterpretado sem perder a identidade.

É uma paragem fundamental para compreender como Zaragoza Luce exalta o ambiente arquitetónico através da arte.

Colegio Oficial de Arquitectos de Aragón: nostalgia digital

A fachada do Colégio Oficial de Arquitetos acolhe Keyframes Games Stories, do coletivo francês Groupe LAPS. A obra revisita a estética dos videojogos arcade dos anos 80 com luz e som.

É uma proposta dinâmica, reconhecível e com um toque nostálgico que liga a memória coletiva e a arte digital contemporânea.

Edifício do Caixabank: luz com reflexão

Na Plaza de España, a fachada do edifício do CaixaBank projeta Transitar, do criador catalão Jou Serra. A peça aborda o movimento coletivo e as migrações como condição universal.

Aqui, a luz torna-se linguagem conceptual. Não só transforma o espaço: convida à reflexão.

Pátio Diocesano do Museu Alma Mater: pausa e recolhimento

O Pátio Diocesano do Museu Alma Mater oferece uma atmosfera diferente dentro do percurso. Mais recolhido, mais introspectivo, permite experimentar a luz a partir da calma.

É o local ideal para abrandar o ritmo e observar com mais atenção.

Praça San Felipe: a escala do bairro

A Praça San Felipe traz essa dimensão mais próxima e quotidiana. Aqui, a intervenção dialoga com um ambiente mais doméstico, demonstrando que a arte luminosa nem sempre precisa de grandes espaços para causar impacto.

O festival integra-se na vida do bairro e reforça o seu caráter acessível.

Um festival que vai além do espetáculo

Zaragoza Luce não é apenas um evento visual. Este ano, incorpora uma dimensão pedagógica com a participação de alunos da Escola de Arte de Saragoça, juntamente com o artista Néstor Lizalde, na criação Interferências. Além disso, haverá masterclasses com artistas internacionais e visitas guiadas que permitirão aprofundar os processos criativos.

Aqui, a cultura não é um luxo distante, é uma experiência partilhada. Durante quatro noites, entre as 19h00 e as 00h00, o Casco Histórico muda de ritmo. As praças transformam-se em palcos e o público deixa de ser um espectador passivo para fazer parte da obra.

Se quiser viver verdadeiramente o Zaragoza Luce, percorra estes locais. Faça-o sem pressa. Repita os que mais o impressionarem. Olhe para cima. E redescubra a cidade com um novo olhar. Porque quando a luz se transforma em arte, toda a cidade de Saragoça se transforma.

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