Frequentemente se diz que Teruel é a cidade do mudéjar e dos Amantes. No entanto, quem se detém para passear sem pressa pelo centro histórico descobre uma outra faceta: o modernismo turolense, um legado arquitetônico que floresceu no início do século XX.
A chegada da modernidade a uma cidade de províncias
No início do século passado, Teruel passava por uma transformação silenciosa. A chegada da ferrovia, o fornecimento de água encanada e a eletricidade mudaram a vida cotidiana. A burguesia local quis deixar sua marca desse otimismo na arquitetura.
Joias no coração de Teruel
Um passeio modernista deve começar na Praça do Torico. Ali se ergue a Casa El Torico, que se tornou hoje um ícone urbano. Sua fachada roxa, decorada com detalhes brancos, varandas de ferro forjado e peças cerâmicas, é um dos exemplos de modernismo em Aragão.
A poucos metros, a Casa La Madrileña demonstra como o modernismo podia se adaptar a terrenos estreitos. Sua fachada azul clara, adornada com guirlandas e óvalos decorativos, é um doce arquitetônico que surpreende o transeunte.
Olhar para cima: chaves para desfrutar do modernismo turolense
Caminhar pelas ruas é um exercício de observação. Vale a pena levantar o olhar e parar nos detalhes: varandas com grades de ferro, janelas ovais, guirlandas florais em gesso ou cerâmica vidrada que dá um toque de cor inesperado.
A Semana Modernista: Teruel viaja no tempo
Durante a Semana Modernista, Teruel se transforma: os moradores se vestem com trajes da época, as vitrines são enfeitadas e as ruas se enchem de desfiles e visitas teatralizadas. Cada edição gira em torno de um tema, oferecendo uma experiência culturalmente rica.
Modernismo e mudéjar: duas faces de uma mesma cidade
O atrativo do modernismo em Teruel é melhor compreendido em contraste com o mudéjar. Enquanto as torres medievais mostram a herança islâmica e cristã, as casas modernistas falam de um tempo em que a cidade olhava para outras cidades europeias em busca de inspiração.










