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22 enero 2026

Plano para uma escapada rápida ao Porto

Antes de partir para a grande cidade do norte de Portugal, é necessário saber que é uma urbe para caminhar. Assim, é fundamental escolher um bom calçado. Porque o Porto se descobre passeando por um mapa em que o plano não existe, tudo é uma subida e descida contínuas. Em contrapartida, a recompensa é conhecer um centro urbano declarado Patrimônio da Humanidade.

Na parte mais alta do conjunto, espera a Catedral com seu aspecto robusto de fortaleza, graças a suas paredes de pedra medievais e suas duas torres flanqueando a fachada. E ao seu lado está o Palácio Episcopal, ponto perfeito para contemplar o emaranhado núcleo histórico dominado ao longe pelo campanário da igreja dos Clérigos.

É necessário se dirigir para lá, embora antes de chegar surjam numerosas paradas. Por exemplo, é preciso visitar a estação de São Bento e os milhares de azulejos de seu vestíbulo contando a história lusa. Ou também vale a pena chegar à igreja dos Grilhos com sua arquitetura barroca e as vistas sobre o rio Douro. E igualmente é recomendável chegar à igreja de São Ildefonso e sua fachada totalmente coberta de azulejos.

Um conselho: para ir confortavelmente deste templo de São Ildefonso até os Clérigos, pode-se optar por subir em um dos bondes históricos do Porto. Assim, o caminho é mais curto e também se sente o passado da cidade nesse meio de transporte tão antigo.

E uma vez na igreja dos Clérigos, além de se encolher sob seu campanário de 76 metros de altura, é preciso também dar uma volta pelos arredores. É a maneira de ver os edifícios da Universidade ou a singular Casa Escondida, de apenas um metro de largura, que separa os templos do Carmo e dos Carmelitas. E também muito perto dali está o Centro Português de Fotografia, integrado no que antes foi um presídio.

Todas essas atrações estão em uma zona alta da cidade, mas chega a hora de descer em direção ao Douro. De fato, o Porto não se entende sem seu rio e sem o bairro da Ribeira. Ali esperam também vários monumentos interessantes, como o Palácio da Bolsa, com seus salões senhoriais decorados no final do século XIX em plena bonança comercial. Ou também é preciso visitar a Casa do Infante, o lugar onde nasceu Henrique o Navegante, artífice do grande império ultramarino português.

Esta casa se integra maravilhosamente no labirinto de ruelas da Ribeira. Um emaranhado que, tarde ou cedo, se abre à beira do Douro e se obtém o cartão-postal mais típico da cidade. Uma imagem em que não faltam suas famosas pontes de Maria Pia e o impressionante Ponte de Dom Luís I, que foi construída em 1877 por um discípulo de Eiffel.

Nessa postal emblemática do Porto também aparecem os rabelos. Ou seja, as embarcações que antigamente transportavam o vinho desde os vinhedos do interior até as caves do mais famoso dos vinhos lusos. Caves que, precisamente, ficam do outro lado do rio, que na verdade é a população de Vila Nova de Gaia.

Mas, embora administrativamente seja sair do Porto, que ninguém duvide em cruzar a ponte de Dom Luís I para visitar algumas dessas caves. São o melhor lugar para conhecer todos os segredos do vinho do Porto e, claro, degustá-lo. Algo que também pode ser feito no WOW, o novo centro cultural do Porto dedicado ao seu produto mais internacional.

O WOW (World of Wine) é um lugar fabuloso para apreciar de relance o conjunto da cidade e, de quebra, brindar por essa rápida escapada ao Porto. Um destino acolhedor que guarda muitos outros atrativos para futuras visitas, como a Fundação Serralves, a livraria Lello que imortalizou Harry Potter, o precioso interior da igreja de Santa Clara ou a viagem à Belle Époque provocada pelo salão do Café Majestic. Mas tudo isso deixamos para outra ocasião.

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