O Instituto Aragonês de Arte e Cultura Contemporâneos (IAACC) Pablo Serrano inaugura a exposição Intervalos. Diálogos em plural, uma mostra que estará aberta ao público até 1 de junho de 2025 e que reúne a obra de treze artistas vinculados a Aragón, tanto emergentes quanto consolidados. A proposta parte de um motivo significativo: a destacada participação desses criadores em feiras nacionais de arte contemporânea realizadas em Madrid, entre elas ARCO, Art Madrid, Urvanity, Hybrid e JustMad, onde obtiveram uma excelente acolhida por parte da crítica e do público.
A iniciativa, impulsionada pelo Governo de Aragón, tem como objetivo reconhecer, projetar e reforçar a presença da arte aragonesa contemporânea nos circuitos profissionais e expositivos de maior prestígio. Nas palavras do diretor geral de Cultura do Governo de Aragón, Pedro Olloqui, esta mostra não só reflete a qualidade das propostas artísticas da comunidade, mas também “valoriza a estrutura cultural que há por trás delas”, em referência a galeristas, curadores e outros agentes que tornam possível seu desenvolvimento.
Os treze artistas selecionados —Jorge Fuembuena, Alejandro Monge, Rómulo Royo, Jonathan Hammer, Fernando Martín Godoy, José Moñú, Eduardo Lozano, Ira Torres, Alba Lorente, Dafne Artigot, Cayo, Índigo Planets e Sergio Frutos— têm sido parte ativa do circuito madrilenho, e suas obras apresentadas em Zaragoza se articulam como uma continuidade e evolução dessas experiências. O conceito de “intervalo”, conforme explicam as curadoras da exposição, Myriam Monterde e Ana Revilla, remete a um espaço aberto entre esses eventos e a exposição atual: uma pausa ativa, de análise e diálogo. A exposição, apontam, “é um ponto de encontro entre gerações, estilos e trajetórias”, um espaço onde o plural é sinônimo de riqueza criativa.
O percurso expositivo propõe ao visitante um conjunto heterogêneo de linguagens, técnicas e discursos. Há propostas pictóricas, instalações, fotografia e arte digital. O discurso curatorial não impõe uma narrativa linear nem temática fechada, mas permite que as obras dialoguem entre si a partir de suas particularidades, refletindo a vitalidade e complexidade da arte contemporânea produzida a partir de Aragón.
Além da exposição, o apoio institucional do Governo de Aragón se materializou em outras ações que acompanharam a presença aragonesa nas feiras de Madrid, como a organização de mesas-redondas e encontros profissionais. Essas atividades facilitaram o intercâmbio entre artistas, curadores, colecionistas e gestores culturais, gerando redes que fortalecem a projeção do talento aragonês no mercado nacional e internacional.
Neste contexto, Intervalos. Diálogos em plural se apresenta como muito mais do que uma exposição: é uma afirmação de identidade e pertencimento, uma vitrine do que Aragón está produzindo no presente e um convite para olhar para o futuro da arte a partir de uma perspectiva aberta, comprometida e diversa. O IAACC Pablo Serrano, com esta proposta, reforça seu papel como espaço de referência para a criação contemporânea em Aragón e como plataforma ativa de visibilidade para seus artistas.










