A semana foi intensa para a gastronomia aragonesa. Apenas dois dias depois que treze restaurantes de Aragón receberam suas placas como Recomendados pela Guia Michelin 2026 no CaixaForum de Zaragoza, a capital acolheu a grande gala dos Premios Horeca 2026, onde Ferran Adrià voltou a ser protagonista e se premiou o talento local com maiúsculas.
A entrega de placas Michelin aconteceu na terça-feira, 24 de março. Organizada pelo CaixaBank e pela Guia Michelin, reuniu profissionais de Aragón, La Rioja e Navarra. No total, foram entregues placas a 30 estabelecimentos da região do Ebro, dos quais treze pertencem à nossa comunidade. Ferran Adrià, presente no ato, entregou pessoalmente várias distinções e lembrou o valor desse reconhecimento como espelho do compromisso diário com a excelência.
Os treze restaurantes aragoneses que exibirão a placa azul a partir de agora são:
- Província de Zaragoza: Bistrónomo, Quema, Maite, Gamberro, Crudo, La Senda, La Cocina del Principal (Sos del Rey Católico)
- Província de Huesca: Cambium Pirineos (Sallent de Gállego), Vidocq (Formigal), Las Torres (Huesca)
- Província de Teruel: Método, Yain, El Visco (Fuentespalda)
Essa distinção, que valoriza a qualidade do produto, técnica, regularidade e personalidade culinária, consolida Aragón como um território em plena ebulição: nem somente estrelas Michelin (que já somam onze), nem apenas tradição. É um ecossistema completo onde convivem vanguarda urbana, produto pirenaico e reinterpretações do Baixo Aragón.
E quase sem tempo para digeri-lo, chegou a noite de quarta-feira, 23 de março: a XXVII edição dos Premios Horeca no Auditório de Zaragoza. Mais de 350 profissionais do setor se reuniram para celebrar o certame que, de 12 de fevereiro a 15 de março, havia colocado em prática menus degustação em mais de 40 estabelecimentos sob o lema “O sabor feito arte”.
Os grandes vencedores foram:
- La Clandestina — Melhor menu de 60 euros
- El Candelas — Melhor menu de 40 euros
- Prêmio ao melhor restaurante da província de Zaragoza: El Burgolés
- Melhor tapa: Parrilla Nardone (que representará Zaragoza no Madrid Fusión 2027)
- Criatividade gastronômica: La Embajada
- Melhor restaurante de hotel e melhor serviço de vinho: Aragonia Palafox
- Melhor serviço de sala: La Bodega de Chema
E o momento mais emotivo: o Prêmio Orgulho Hostelero foi para Ferran Adrià, em reconhecimento a toda uma vida dedicada a elevar a cozinha espanhola. O chef catalão, que já havia estado em Zaragoza dias antes para a entrega da Michelin, encerrou assim uma visita que ficará na memória coletiva do setor aragonês.
Dois eventos em menos de 48 horas, com o mesmo convidado de luxo e o mesmo denominador comum: uma gastronomia aragonesa que já não compete para ser reconhecida, mas que se consolida como referência. As placas Michelin premiam a constância e a qualidade sustentada. Os Premios Horeca celebram a criatividade cotidiana, a capacidade de surpreender o comensal comum com menus acessíveis e a força do tecido hostelero local.
Aragón, neste final de março de 2026, não apenas recebeu placas e troféus. Recebeu um banho de confiança. A placa na fachada e o prêmio na gala são apenas o reflexo visível de milhares de serviços, produtos de temporada, fogões acesos ao amanhecer e sonhos que são cozinhados em fogo lento.
A mesa está servida. E Aragón, com fome e orgulho, continua comendo.










