Bodega Sommos participa em um projeto de economia circular para melhorar rações com bagaço de uva
Bodega Sommos colabora com a Universidade de Zaragoza e a empresa Bugcle Bioindustrias em uma pesquisa que busca aproveitar o bagaço da uva para melhorar o valor nutricional do tenebrio molitor, um inseto utilizado na alimentação animal. O projeto, que se desenvolve até novembro, é financiado pela Universidade de Zaragoza e conta com a participação do Centro de Pesquisa e Tecnologia Agroalimentar de Aragão (CITA).
O projeto tem como propósito validar se o bagaço de uva, resíduo natural que fica após a prensagem da fruta, aporta melhorias ao perfil nutricional do tenebrio molitor, conhecido como ‘verme da farinha’. Este inseto é frequentemente utilizado na preparação de rações para a aquicultura.
Diego Mur, diretor de Marketing da Sommos, explica que a bodega cedeu o bagaço que normalmente seria descartado ao final da colheita para que possa ser utilizado em compostos experimentais. O bagaço contém restos de casca, polpa, talos e sementes.
Os bagaços serão misturados com levedura desidratada e cenoura, o que permitirá aos pesquisadores verificar o impacto dessa linha de alimentação nas larvas do inseto, das quais se obtêm óleos e farinhas.
Montserrat Martínez, pesquisadora principal do projeto, indica que também será analisada a possibilidade de que os subprodutos derivados do tenebrio molitor possam ser utilizados para o consumo humano, dada sua capacidade antioxidante e seu perfil lipídico favorável.
No projeto participam vários atores do setor:
- Faculdade de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade de Zaragoza: lidera a pesquisa
- Bugcle Bioindustrias: responsável pela criação, pelo design das rações e pela transformação do inseto em farinhas e óleos
- JustBug: encarregada de fornecer o serviço de criação do inseto
- CITA: membros do Centro de Pesquisa e Tecnologia Agroalimentar de Aragão colaboram na iniciativa










