A conversa global sobre inteligência artificial se centra em grandes investimentos e disputas geopolíticas. No entanto, longe desse ruído, surgem iniciativas que mostram como essa tecnologia pode transformar âmbitos cotidianos e ampliar oportunidades para coletivos distantes da revolução digital.
Fundação Querer e Fundação hiberus concluíram o programa piloto Menudos Techies para Educação Especial, trazendo a inteligência artificial para crianças com necessidades educativas especiais por meio de uma abordagem prática e adaptada.
O programa destaca que a inclusão digital deve garantir que alunos com diferentes capacidades possam compreender e se relacionar com ferramentas tecnológicas de maneira autônoma e segura.
Baseado em uma proposta anterior para alunos neurotípicos, o programa de 12 sessões foi realizado em Madrid e Zaragoza, onde os alunos aprenderam a interagir com ferramentas conversacionais, gerar conteúdos e entender riscos tecnológicos. Essa abordagem pragmática considera a IA como uma ferramenta de apoio para reforçar capacidades e fomentar a autonomia.
Os resultados do piloto foram positivos, mostrando altos níveis de participação e compreensão. No entanto, identificou-se a necessidade de reforçar o pensamento crítico e a segurança digital. A capacidade de interpretar informações e usar a tecnologia com critério está se tornando uma habilidade necessária no ambiente profissional.
O programa inclui o desenvolvimento da autonomia digital e a participação ativa por meio de aprendizado multisensorial e apoios visuais. Também foi criada uma guia para famílias, para acompanhar o aprendizado em casa. A entrega de diplomas marca o encerramento desta primeira fase do projeto, sublinhando a importância de que a IA seja introduzida em ambientes educacionais com uma abordagem inclusiva e útil.
Projetos como este são lembretes de que a transformação tecnológica não depende apenas de sua sofisticação, mas também de sua capacidade de gerar oportunidades de participação.










