Paleontólogos da Fundação Dinópolis publicaram na Vertebrate Zoology o estudo de um crânio excepcional de Dacentrurus armatus, encontrado em Riodeva (Teruel). O fóssil, com 150 milhões de anos, fornece chaves sobre a anatomia craniana dos estegossaurídeos e propõe uma nova hipótese evolutiva.
O crânio provém do sítio «Están de Colón» na Formação Villar del Arzobispo, correspondente ao Jurássico Superior. Foi identificado como pertencente a Dacentrurus armatus, uma espécie descrita há 150 anos. Essa descoberta inclui também elementos pós-cranianos de um exemplar adulto e restos de indivíduos juvenis.
A análise revela detalhes desconhecidos da estrutura craniana dos estegossaurídeos, uma característica que raramente se preservou. Sergio Sánchez Fenollosa destaca o valor da descoberta para compreender a evolução do crânio nesse grupo de dinossauros.
Foi proposta a criação do grupo Neostegosauria, que incluiria espécies da África, Europa, América e Ásia. Esse grupo abrangeria desde o Jurássico Médio até o Cretáceo Inferior, apresentando exemplares de tamanho médio a grande. Alberto Cobos enfatiza a relevância internacional da descoberta e a riqueza paleontológica do território de Teruel, que continua sob investigação com futuras publicações previstas.
O projeto foi desenvolvido pelo Grupo E04-23R FOCONTUR, sob o patrocínio do Governo de Aragão. Conta também com o apoio do Fundo de Investimentos de Teruel, financiado pelo Governo da Espanha e Aragão, e está incluído na Unidade de Paleontologia de Teruel, respaldada pelo Ministério da Ciência espanhol.










