Julieta Venegas retornará a Zaragoza no próximo 4 de setembro como um dos grandes nomes internacionais do Vive Latino Espanha 2026. A cantora mexicana compartilhará o primeiro dia do festival com artistas como Amaia, Loquillo, Rigoberta Bandini, Rawayana, M-Clan, Pignoise, Niña Polaca, El Kuelgue e Ed Maverick.
Sua presença encaixa-se especialmente bem na filosofia com a qual o Vive Latino construiu sua edição espanhola. Nascido do outro lado do Atlântico e estabelecido desde 2022 em Zaragoza, o festival reivindica a troca musical entre a Espanha e a América Latina e celebra este ano seu quinto aniversário na capital aragonesa. A organização aposta novamente no que denomina um «cartel invertido», no qual artistas espanhóis compartilham palco e público com algumas das principais figuras e bandas latino-americanas.
Nessa troca, Julieta Venegas ocupa uma posição especial. Nascida nos Estados Unidos e criada em Tijuana, a artista construiu uma carreira profundamente vinculada ao México e se tornou uma das vozes mais reconhecíveis da música latino-americana das últimas décadas. Sua capacidade de transitar entre o pop, o rock e as sonoridades tradicionais, frequentemente acompanhada por instrumentos como o acordeão, contribuiu para criar um estilo facilmente identificável.
Uma carreira que cruza gerações
A trajetória de Julieta Venegas permite percorrer boa parte da evolução da música popular latino-americana desde o final dos anos noventa. Após seus primeiros trabalhos, sua carreira adquiriu uma dimensão internacional com discos como Sim e Limão e sal, que ampliaram consideravelmente seu público na Espanha e em outros mercados.
Essa continuidade é um dos elementos que podem tornar especialmente atraente sua participação no Vive Latino. Como acontece com Loquillo a partir de outra tradição musical, Venegas já pertence a uma geração de artistas cujo repertório faz parte da memória musical de públicos de idades muito diferentes.
Precisamente esse caráter intergeracional é um dos argumentos que a organização deseja fortalecer em seu quinto aniversário: reunir artistas consolidados e novas vozes para que convivam públicos que não necessariamente escutariam a mesma música fora do festival.
Julieta Venegas, antes que chegue Amaia
A apresentação da mexicana integra-se ainda em uma tarde especialmente atrativa dentro da programação da sexta-feira. As portas do Espaço Expo abrirão às 16h45 e os shows começarão por volta das cinco da tarde.
Julieta Venegas aparecerá assim em um dos primeiros trechos fortes de um dia que irá aumentando progressivamente de intensidade. Depois chegarão nomes como Amaia, M-Clan e Loquillo, antes que Rigoberta Bandini e Rawayana conduzam a programação até a madrugada.
A combinação também permite observar o caráter do cartaz desta edição. Em poucas horas o público poderá passar de uma das artistas mexicanas mais reconhecidas internacionalmente ao pop de Amaia, o rock de M-Clan e Loquillo ou os sons da banda venezuelana Rawayana.
Cinco anos cruzando o Atlântico desde Zaragoza
A apresentação tem ainda um significado especial na história recente do festival. O Vive Latino Espanha chegou a Zaragoza em 2022 e desde então manteve o Espaço Expo como sede. Por seus palcos passaram artistas como Andrés Calamaro, Amaral, Molotov, Kase.O, Los Fabulosos Cadillacs, Vetusta Morla ou Los Ángeles Azules.
Cinco edições depois, a relação entre Zaragoza e o festival se consolidou até transformar a cidade na sede europeia de uma marca musical nascida no México. Esse vínculo adquire maior sentido quando o cartaz incorpora artistas capazes de realmente conectar as duas margens.
Julieta Venegas é um desses nomes.
Sua trajetória tem decorrido por décadas entre o México, América Latina, Espanha e outros mercados internacionais, enquanto boa parte de suas canções faz parte de um repertório reconhecível para o público espanhol.
Seu concerto no dia 4 de setembro será, portanto, algo mais que a presença de outra artista internacional no cartaz. Representa bem a ideia sobre a qual o Vive Latino construiu sua identidade em Zaragoza: utilizar a música como uma ponte cultural entre a Espanha e a América Latina.
Os ingressos para o dia na sexta-feira estão atualmente na fase anunciada pela organização a 80 euros mais taxas de gerenciamento, enquanto o passe para os dois dias custa 130 euros mais taxas. A organização lembra que os preços podem mudar ao passar para uma nova fase de venda.










