A gastronomia deixou de ser um atrativo secundário para se tornar um dos principais ativos econômicos e de projeção internacional de Aragão. Assim o demonstrou o III Fórum Gastronômico “Aragón te gustará”, realizado hoje e já consolidado como o principal encontro de referência do setor na Comunidade.
Impulsionado pela CEOE Aragão e ANAGAN, com a colaboração da CEHTA e Alimentos e Bebidas de Aragão, o fórum reuniu empresários, chefs de referência e especialistas em inovação para analisar como transformar a excelência culinária em um verdadeiro vetor de crescimento econômico, emprego de qualidade e coesão territorial.
Os números apresentados são eloquentes: Aragão fechou 2025 com seu melhor ano turístico da história, superando os 6 milhões de viajantes hotelados e registrando um crescimento de 10,8%. Mas o dado mais relevante para o setor empresarial é outro: a experiência gastronômica e enológica obteve uma avaliação média de 4,5 sobre 5, posicionando-se como o elemento melhor pontuado de toda a oferta turística aragonesa.
“A gastronomia já não acompanha a viagem: ela decide e define”, foi uma das mensagens mais repetidas durante a jornada.
Três eixos estratégicos para o futuro
O fórum girou em torno de três grandes linhas de trabalho:
- Diferenciação e experiência premium: Os chefs Eduardo Salanova (Canfranc Express), Kike Micolau (OAK Valderrobres) e Cristian Palacio (Gente Rara) expuseram como suas propostas estão elevando o posicionamento gastronômico de Aragão para um segmento de maior valor agregado.
- Inovação e foodtech: Anabel Costas, diretora do Centro de Inovação Gastronômica de Aragão, junto a Joaquín Díaz-Pache (Naria Digital), destacaram o rápido desenvolvimento do ecossistema foodtech aragonês e o enorme potencial da inteligência artificial para melhorar eficiência, personalização e sustentabilidade na hotelaria.
- Sustentabilidade social e territorial: Alfredo Cortés, coordenador do Plano de Sustentabilidade Social do Turismo em Aragão, informou que já cem estabelecimentos obtiveram a certificação do decálogo de boas práticas. O plano, impulsionado pela CEHTA e pela Direção Geral de Turismo, aposta decididamente na economia circular, no produto de quilômetro zero e na geração de impacto social positivo no território, com intervenções concretas de Juan Naudin (ZGREENS) e Ruth Lázaro (TAISI).
Um modelo que gera valor real
Para o empresariado aragonês, o balanço é claramente positivo. Enquanto outros destinos turísticos espanhóis mostram sinais de saturação ou desaceleração, Aragão avança com um modelo que combina crescimento quantitativo com maior rentabilidade por visitante e arraigo territorial. A gastronomia se consolida como um dos poucos setores com capacidade real para gerar emprego estável fora das grandes cidades e contribuir para a desestacionalização.
Em um contexto global onde a competitividade dos destinos é medida cada vez mais pela autenticidade, pela sustentabilidade e pela qualidade da experiência, Aragão demonstrou hoje que conta com os ingredientes, o talento e a estratégia necessários para ocupar um lugar de destaque entre os destinos gastronômicos emergentes do sul da Europa.
O III Fórum Gastronômico “Aragón te gustará” celebrou os bons resultados do presente e marcou um roteiro claro para os próximos anos: maior integração entre a cadeia agroalimentar e o turismo, aposta decidida em inovação tecnológica e um compromisso firme com um desenvolvimento turístico responsável e rentável.










