A Academia Aragonesa de Gastronomia celebrou, no dia 26 de novembro, no Pátio da Infanta da Fundação Ibercaja, a entrega dos seus prêmios anuais, no marco do trigésimo aniversário da sua fundação. O ato, carregado de emoção, foi inaugurado pela cofundadora e Medalha de Honra da academia, Lourdes Plana, e encerrado pelo conselheiro de Meio Ambiente e Turismo, Manuel Blasco.
Prêmio almazara: Almazara Fernando Alcober e filhos
O secretario da AAG, Juan Barbacil, condutor do ato, foi quem dedicou a homenagem de Melhor Almazara a Fernando Alcober e filhos, onde «a excelência surge da fusão entre a tradição e o empenho». A almazara de Valdetormo é «o exemplo perfeito de como o respeito ao legado familiar não está em desacordo com a busca da perfeição, do diálogo entre o conhecimento ancestral e a tecnologia mais avançada». Gabriel Alcober recebeu o prêmio, agradecendo o apoio da AAG a «uma forma de trabalhar respeitosa com o território, a tradição e o sabor».

Prêmio à Melhor Adega: Care
Juan Cacho entregou o prêmio à Melhor Adega, em seu vigésimo quinto aniversário, a Care, que recebia o reconhecimento pela segunda vez, «algo inédito», como disse o acadêmico. Como justificativa do feito, destacou que «desde sua fundação não mudou sua filosofia de oferecer ao consumidor os vinhos que demanda em cada momento», sua constante evolução e incorporação das últimas tecnologias e o trabalho de sua equipe. Recebeu o prêmio o seu chefe comercial, Nacho Lázaro, que enfatizou o valor de obter vinhos «que se destacam na globalidade de uma terra dura e austera».
Melhor estabelecimento de comida familiar: Casa Carlos
José Luis Melero enumerou as razões pelas quais a AAG distinguiu com o prêmio de Melhor estabelecimento de comida familiar a Casa Carlos, de Castejón de Valdejasa, «uma referência inegável da gastronomia aragonesa, que popularizou de forma extraordinária o coelho escabechado até torná-lo uma marca da comarca». Melero revisou a história e os méritos do estabelecimento que os Oca García abriram nos anos 50, antes de entregar o diploma a um emocionadíssimo Carlos Oca, que o dedicou a seus «pais, irmãos, trabalhadores e clientes, sem os quais não seríamos nada».
Melhor trabalho de pesquisa: Ambar
Jorge Díez elogiou a Ambar, prêmio ao trabalho de pesquisa, no ano de seu 125º aniversário. Após revisar os prestigiosos prêmios internacionais que precederam o da AAG, elogiou o «espírito inquieto e inovador permanente» que faz da cervejaria zaragozana merecedora deste galardão. O acadêmico concluiu a homenagem citando o mestre cervejeiro Antonio Fumanal: «experimentamos, nos divertimos e aprendemos fazendo e compartilhando cervejas diferentes». Sergio Elizalde, diretor da Cervezas Ambar, após receber o prêmio, dedicou uma ode à cerveja, «sinônimo de civilização».
Melhor trabalho de divulgação: Cristina Martínez
O presidente da AAG foi o responsável por enaltecer a merecedora do prêmio ao melhor trabalho gastronômico na área da divulgação, a fotógrafa gastronômica Cristina Martínez, «alguém que, além de narrar com palavras, sabe capturar a essência culinária aragonesa através da imagem, mostrando com luz e enquadramento o que acontece em cada mesa, cozinha ou restaurante». Cristina, que normalmente teria coberto o evento, agradeceu o prêmio com um discurso emotivo no qual reconheceu «a sorte de dedicar-me ao que mais gosto».
Prêmio ao Melhor Restaurante: Canfranc Express
Miguel Ángel Vicente entregou o prêmio ao Melhor restaurante 2025 ao Canfranc Express, estabelecimento dirigido por Ana Acín e Eduardo Salanova, que não puderam assistir, mas que foi representado por Alain Lago, o diretor do hotel que o abriga. Após enaltecer as figuras de Acín e Salanova, «um sólido tandem criativo», o diretor de El Gastrónomo valorizou que o Canfranc Express «não é apenas um espaço onde se come bem. É um ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade, paisagem e mesa, memória familiar e projeção internacional». Em seu agradecimento, Lago valorizou «a dedicação de Ana, Eduardo e toda a equipe e a aposta do Grupo Barceló pela alta gastronomia».
Prêmio especial: Grupo Más Farré
Este ano, um dos prêmios especiais que a AAG concede —fora das categorias tradicionais— foi para o grupo montisonense Más Farré, elogiado por Santiago Lascasas. Um prêmio, disse o acadêmico, que «não reconhece apenas uma história empresarial, mas também uma filosofia: a de transformar cada momento em uma experiência inesquecível». José Más, em representação de seu irmão Javier, dedicou o prêmio, muito comovido, a seus predecessores, a seu pai Ángel e «a todos os nossos companheiros do setor de hotelaria».
Medalha de Honra: Governo de Aragón
Outro reconhecimento excepcional foi aquele com o qual a AAG quis «acima de tudo, agradecer» ao Governo de Aragón pelo «apoio contínuo, leal e constante à labor da academia, ao longo destas três décadas». O presidente estendeu o agradecimento não apenas aos conselheiros que «desde a política do dia a dia, tornaram possível este apoio à academia, há 30 anos», mas também a diretores gerais e funcionários da administração autonômica. Recebeu o prêmio o conselheiro Manuel Blasco, parabenizando a AAG pelos 30 anos de trabalho e comprometendo-se a continuar apoiando-a em sua importante labor.










