Mais de quarenta empresas aragonesas se reuniram na Câmara de Comércio de Zaragoza para a jornada «Arancelos americanos: certezas em um cenário mutante», organizada pela AREX, Câmara Zaragoza e Banco Sabadell, com o objetivo de discutir o impacto das políticas comerciais norte-americanas em suas operações.
Contexto e preocupações
As exportações aragonesas para os EUA experimentaram um crescimento de 25% na primeira metade de 2025, mas a incerteza política tem freado recentemente esse avanço. Nieves Agreda da Câmara Zaragoza destacou a importância de contar com informações confiáveis diante da falta de acordos comerciais entre a UE e os EUA.
Análise e ferramentas
Panorama internacional
Lucía Bonet da Cesce analisou a mudança global em direção a uma rivalidade geopolítica, com a China como uma potência dominante, e alertou sobre os riscos para o PIB global e setores específicos na Espanha.
Financiamento e estratégias
Martín Larroque do ICO apresentou o Fundo para a Internacionalização (FIEM) como uma linha de apoio, enquanto Ana Ferra da Sodiar explicou os empréstimos participativos do Governo de Aragão, que podem alcançar até 50.000€, destinados à diversificação de mercados.
Impacto setorial
Eugenie van Ekeris da Bodem Bodegas compartilhou como os importadores norte-americanos estão absorvendo os custos adicionais, evitando repassá-los aos consumidores, embora persista a incerteza. Por outro lado, Belén Pérez-Caballero da Ebroacero discutiu as dificuldades para competir com produtores de aço de países como China e Índia, e a necessidade de diversificar para setores como defesa ou indústria nuclear.
A jornada concluiu com palavras de Javier Camo da AREX, que enfatizou a importância do mercado norte-americano, que é o 11º destino das exportações aragonesas, e a necessidade de explorar outros mercados como Europa e China, apoiando-se nas capacidades locais e no respaldo institucional.










