A exposição «Eduardo Chillida. Sonhar o espaço», organizada pela Fundação Ibercaja, concluiu com um notável sucesso de público, atraindo mais de 60.000 visitantes em Zaragoza. Este evento fez parte das atividades comemorativas do centenário do nascimento do renomado escultor basco.
A mostra ofereceu uma ampla visão da obra de Eduardo Chillida, apresentando um total de 120 peças. Entre elas, foram incluídas esculturas de diversos tamanhos e materiais, como gesso, alabastro, madeira, ferro forjado, concreto armado e terra chamota. Destacam-se as obras de grande formato, algumas com alturas próximas a 2 metros, que capturaram a atenção dos visitantes por sua imponente presença.
Além das esculturas, a exposição contou com uma seleção de obra gráfica, desenhos e gravuras em tinta, carvão e sanguina. Os retratos, colagens e a série Gravitacões, iniciada em 1985, permitiram ao público explorar a versatilidade e profundidade do pensamento plástico do artista.
Valores e legado de Chillida
A exposição foi um reflexo dos valores intrínsecos na obra de Chillida: beleza, liberdade, diálogo e equilíbrio com a natureza. Esses elementos foram fundamentais para que os visitantes compreendessem a relevância de sua obra gráfica como uma extensão de seu pensamento artístico.
Chillida, reconhecido por sua profunda conexão com a natureza e sua habilidade para dialogar com diferentes elementos, deixou um legado que continua a inspirar novas gerações. Seu enfoque no equilíbrio e na relação com o entorno foi um tema recorrente em sua obra, destacando sua capacidade de integrar arte e natureza de maneira harmoniosa.
Projeção internacional da exposição
Após seu sucesso em Zaragoza, uma seleção das obras exibidas viajará ao Centro Cultural Conde Duque de Madrid, onde estarão disponíveis para o público até junho. Esta itinerância permitirá que um maior número de pessoas possa desfrutar e refletir sobre a obra de um dos escultores mais influentes do século XX.










