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8 febrero 2026

Investigadores do INMA criam bits quânticos magnéticos feitos apenas de carbono

Pesquisadores do Instituto de Nanociência e Materiais de Aragão (INMA), em colaboração com outros centros, conseguiram um avanço significativo na computação quântica por meio do controle do comportamento quântico de nanofitas de grafeno. Esta descoberta, publicada em 1º de julho de 2025 na Nature Communications, pode revolucionar a criação de qubits orgânicos, essenciais para os futuros computadores quânticos.

Descoberta e metodologia

A equipe de pesquisa desenvolveu uma técnica para sintetizar e manipular nanofitas de grafeno de apenas 1 nm de largura e entre 4 e 13 nm de comprimento. Utilizando microscopia de efeito túnel, essas nanofitas foram transferidas para uma superfície isolante de óxido de magnésio, o que permitiu um controle preciso sobre suas propriedades quânticas.

Os cientistas demonstraram a capacidade de controlar o spin e a carga quântica nessas estruturas de carbono, conseguindo ativar ou desativar o spin por meio de campos elétricos. Este controle é fundamental para o desenvolvimento de qubits magnéticos baseados exclusivamente em carbono, uma novidade no campo da computação quântica.

Impacto e futuras aplicações

Este avanço não apenas ressalta o potencial das nanofitas de grafeno na computação quântica, mas também abre as portas para a criação de materiais quânticos projetados especificamente para melhorar a eficiência e reduzir os erros nos futuros computadores quânticos.

O sucesso deste projeto posiciona o INMA e seus colaboradores na vanguarda da pesquisa em materiais para a computação quântica, marcando um importante marco na utilização de materiais orgânicos em tecnologias avançadas.

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