Pirineos Sur 2025 atrai 16.000 espectadores em Lanuza

A água do pantano de Lanuza vibrou esta semana ao ritmo de vozes únicas, batidas imparáveis e homenagens inesquecíveis. A XXXII edição do Festival Pirineos Sur reuniu no coração do Vale de Tena milhares de pessoas que viveram uma experiência irrepetível: desde a energia transbordante de Manu Chao ao pop luminoso de Amaia, passando pela jota transformada em revolução sonora de Juanjo Bona ou a emoção compartilhada de Izaro. Um festival de culturas, sons e pores do sol que se gravam na pele.

Manu Chao retorna a Lanuza como um trovador imbatível

Na quarta-feira, 16 de julho, o artista franco-espanhol voltou a Pirineos Sur três anos depois, e fez isso em grande estilo: com um show acústico que acendeu o público desde o primeiro acorde. Foi o primeiro sold out desta edição e uma verdadeira festa sem trégua, com clássicos como “Clandestino”, “King of the Bongo” ou “Me gustas tú” entoados até mesmo da água. Em um formato íntimo, mas cheio de força, Manu Chao demonstrou que sua energia é inextinguível e sua conexão com o público, absoluta.

Juanjo Bona leva a jota ao futuro a partir do palco flutuante

Na sexta-feira, o jovem aragonês Juanjo Bona fez história ao se tornar o artista mais jovem a se apresentar em Pirineos Sur. Com seu álbum Recardelino, transformou a jota em pop moderno e comovente. Temas como “Moncayo”, “La Magallonera” ou “Mis tías” emocionaram um público entregado que protagonizou uma das corridas mais épicas já vistas por ocupar a primeira fila. Uma apresentação audaciosa e delicada que celebrou as raízes com uma perspectiva atual.

Delaporte transforma o pantano em uma pista de dança sem freios

Na sexta-feira à noite, a eletrônica de Delaporte arrasou com um show que elevou a temperatura do vale. Sandra Delaporte brilhou com carisma, enquanto Sergio Salvi disparava batidas que não deixavam respirar. Versões como “Toro” e sucessos como “Techno rico” fizeram até a água dançar. Um dos momentos mais poderosos da noite ocorreu quando Sandra pulou do palco para abraçar seu público… literalmente, entre mergulhos.

Izaro transforma a ausência em homenagem e emoção coletiva

No sábado, 19, Izaro protagonizou um dos concertos mais íntimos e especiais do festival. Recém-chegada da América Latina, a artista basca substituiu Valeria Castro, que cancelou após o falecimento de sua avó. Com generosidade e ternura, Izaro dedicou sua apresentação à artista canária e à sua família, presenteando o público com um repertório delicado que incluía “Mi canción para Elisa” e terminou com “La raíz” soando pela sonorização. Uma noite sincera, luminosa e profundamente humana.

Amaia deslumbra com seu pop elegante e corajoso em Lanuza

O palco flutuante foi testemunha de uma estreia brilhante: a de Amaia, que apresentou seu novo álbum Si abro los ojos no es real com uma performance impecável e público lotado. Houve harpa, piano, jotas, coreografias e versões que construíram um show repleto de matizes, sensibilidade e força. “Acredito que este é o lugar mais incrível onde já toquei”, confessou a artista. Sua apresentação foi, até o momento, a mais poderosa desta edição.

Ultraligera se confirma como a grande promessa do indie espanhol

Abrindo a jornada do domingo, Ultraligera mostrou por que é uma das bandas revelação do ano. Com seu disco Pelo de foco, apresentaram um show elegante e vibrante que combinou indie-pop e eletrônica. Desde a primeira canção conquistaram o público. O toque romântico: um pedido de casamento no palco que arrancou aplausos e lágrimas.

Viva Suecia arrasa e assina uma noite já lendária em Pirineos Sur

No domingo, 20, o grupo murciano ofereceu um show potente, emotivo e repleto de hinos do indie nacional. Encheram o palco com guitarras afiadas, presença cênica e uma conexão única com o público. Temas como “Lo que te mereces” ou “El bien” fizeram o vale tremer. Foi mais uma noite de sold out que já está registrada na história do festival.

O pôr do sol: o grande protagonista silencioso de Lanuza

Cada jornada esteve precedida por um momento mágico: a queda do sol sobre a Peña Foratata. O reflexo dourado no pantano, o murmúrio das pessoas se acomodando, o primeiro acorde do palco flutuante… tudo contribuía para criar uma atmosfera única. O pôr do sol em Lanuza não é aplaudido, é vivenciado. E permanece dentro de nós.

O que vem a seguir: Nathy Peluso, ZAZ, Julieta Venegas, Ben Harper, Residente…

O festival continua esta semana com um final impressionante. Na quarta-feira, 23, será a vez de Nathy Peluso, que retorna após sua explosiva apresentação de 2022 para apresentar seu novo trabalho GRASA. Um disco pessoal, visceral e audacioso, onde se atreve a falar sobre as luzes e sombras da fama.

A noite também contará com Elena Rose, estrela emergente do pop latino, com milhões de ouvintes no Spotify e uma carreira meteórica que a levou de compor para Jennifer López ou Rauw Alejandro a se tornar uma das vozes mais promissoras do momento.

Na quinta-feira, 24, será a vez de ZAZ e Camila Guevara, na sexta-feira, 25, chegarão Julieta Venegas e Yerai Cortés, no sábado, 26 Ben Harper & The Criminals junto com Quique González, e no domingo, 27, o festival será encerrado por Residente, acompanhado por Laura Sam e Gale.

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