A mostra dedicada a Francisco de Goya no Palácio da Aljafería atualiza seu conteúdo com a incorporação de vinte novas estampas, pertencentes às séries mais emblemáticas do artista aragonês. Essa mudança, motivada por critérios de conservação, busca manter o interesse do público e preservar adequadamente as obras expostas.
A exposição ‘Goya, do Museu ao Palácio’, inaugurada em dezembro de 2024, oferece um percurso cronológico pela obra do pintor de Fuendetodos. Com motivo da renovação, foram incorporadas cinco estampas de cada uma das séries ‘Desastres da Guerra’, ‘Caprichos’, ‘Tauromaquia’ e ‘Disparates’. Além disso, foram substituídos a carta de Martín Zapater e a capa original do Álbum de Provérbios por fac-símiles, com o fim de preservar os originais da exposição ambiental e luminosa.
Durante o ato de substituição, realizado em 11 de abril, o diretor geral de Cultura do Governo de Aragón, Pedro Olloqui, destacou a importância do trabalho técnico realizado por conservadores e restauradores para garantir a conservação das obras. Por sua vez, Arancha Echeverría-Torres, responsável pela exposição por parte das Cortes de Aragón, sublinhou que essa rotação da obra gráfica busca incentivar o interesse dos visitantes e reafirma o compromisso com a preservação do patrimônio artístico.
A conservadora-restauradora do Museu de Zaragoza, Nerea Díez de Pinos López, explicou que a obra gráfica de Goya requer descansos periódicos devido à sua sensibilidade às condições ambientais. As novas estampas estão dispostas em vitrinas com filtros especiais que asseguram sua conservação e segurança.
A exposição, que permanecerá aberta durante dois anos enquanto são realizadas as obras de remodelação do Museu de Zaragoza, apresenta-se como uma oportunidade única para contemplar a obra de Goya em um ambiente histórico e patrimonial como o Palácio da Aljafería.











