As exportações de Aragão registraram em fevereiro de 2025 uma queda de 22,29 % em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando um valor total de 1.238,8 milhões de euros, segundo dados divulgados pela Câmara de Comércio de Saragoça. Paralelamente, as importações também diminuíram 17,96 %, situando-se em 1.288,3 milhões, o que mantém o déficit comercial regional.
Trata-se do pior dado interanual desde a pandemia, refletindo uma desaceleração generalizada em vários setores chave, especialmente no automóvel e nas semimanufaturas, pilares da economia exportadora aragonesa.
Queda em setores chave, exceto alimentação
A maioria dos grandes setores sofreu retrocessos em suas cifras de exportação. No entanto, o setor de alimentação, bebidas e tabaco mantém uma evolução positiva, demonstrando seu caráter resistente mesmo em contextos de desaceleração. Também mostraram avanços moderados os bens de consumo duráveis e as manufaturas de consumo, embora com menor peso no total exportado.
Nas importações, os bens de capital e as manufaturas de consumo continuam liderando o volume, mas com quedas notáveis em outros segmentos, como os produtos energéticos, que continuam apresentando volatilidade.
Ásia e América Latina impulsionam a exportação
Apesar da queda geral, alguns mercados externos mostram crescimentos muito expressivos. Cingapura lidera o crescimento com 2.742 %, seguido de Argélia (27,4 %) e Malásia (6,5 %), segundo os dados do Top 10 de países com maior aumento em valor exportado. Outros países relevantes na melhora das cifras exportadoras incluem Canadá, Coreia do Sul, Portugal e México.
Por outro lado, as exportações para mercados chave europeus, como Alemanha, França ou Itália, sofreram quedas, o que explica grande parte do retrocesso total.
Importações: foco na Ásia
No que diz respeito às importações, países como Irlanda, Hungria e Áustria aumentaram seus envios para Aragão. Também se destacam as importações provenientes de países asiáticos, como Vietnã, Índia e China, enquanto caíram as compras a Paquistão, Egito e Camboja.
Essa queda no comércio exterior aragonês se insere em um cenário internacional complexo, com inflação persistente, tensões geopolíticas e redução da demanda na Europa. A Câmara de Comércio já alertava no início do ano sobre uma possível desaceleração, após vários exercícios de crescimento recorde pós-pandemia.
A área Internacional da instituição incentiva as empresas exportadoras a intensificarem sua diversificação de mercados e aposta na inteligência comercial e na digitalização como chaves para manter a competitividade.










