O presidente da Tata Sons, N. Chandrasekaran, defendeu a entrada do grupo Tata nos setores de semicondutores e eletrónica como uma aposta de longo prazo associada ao crescimento da Índia. Durante uma mesa-redonda do Bloomberg New Economy Forum 2026, afirmou que estes investimentos não devem ser avaliados apenas pelos seus resultados nos próximos dois ou três anos, uma vez que os chips serão essenciais para satisfazer a procura interna.
Chandrasekaran afirmou que a Índia dispõe de talento e de um mercado interno que lhe podem permitir ganhar relevância nas cadeias globais de abastecimento. Ao mesmo tempo, reconheceu que o país necessita de parcerias internacionais, pois não dispõe de todas as tecnologias necessárias. O executivo também salientou que as empresas devem assumir riscos sem descurar os seus balanços nem perder de vista a evolução da procura.
A Tata Electronics está a desenvolver uma fábrica de semicondutores em Dholera, no estado de Gujarat, em colaboração com a taiwanesa Powerchip Semiconductor Manufacturing Corporation. A empresa prepara também uma instalação de montagem e testes em Assam, cuja capacidade prevista chega aos 48 milhões de chips diários. As informações publicadas pelo Business Standard não detalham o calendário de entrada em funcionamento nem quantificam o investimento realizado até agora em ambos os projetos.
O presidente da Tata Sons enquadrou esta estratégia num ambiente marcado, segundo a sua análise, pela convergência de tensões geopolíticas, avanços tecnológicos e perturbações nas cadeias de abastecimento. Perante essa incerteza, defendeu que as empresas incorporem resiliência nas suas operações, em vez de se concentrarem exclusivamente na eficiência.
Chandrasekaran assegurou igualmente que o grupo espera manter as suas margens e registar um crescimento de dois dígitos, embora não tenha especificado o período a que se referia nem apresentado previsões financeiras que permitissem concretizar essa expectativa. Indicou também que pediu às várias empresas da Tata que definam a resiliência de acordo com as características de cada negócio, sem adotar um modelo único para todo o conglomerado.










