O SoftBank Group estuda captar até 100 mil milhões de dólares junto de investidores do Golfo para reforçar as suas apostas em inteligência artificial, segundo uma informação do Financial Times recolhida pela Bloomberg e publicada pelo The Japan Times. As conversas encontram-se numa fase preliminar e a empresa japonesa não confirmou a operação: um representante do SoftBank recusou-se a comentar.
O fundador e diretor executivo do grupo, Masayoshi Son, terá mantido contactos iniciais com potenciais investidores, entre os quais entidades dos Emirados Árabes Unidos. A proposta prevê a criação de um fundo destinado a adquirir empresas e a melhorar as suas operações através de inteligência artificial e maquinaria, incluindo tecnologia da Roze, a divisão de robótica do SoftBank.
A eventual captação ampliaria a capacidade de investimento do conglomerado tecnológico, que já destinou cerca de 65 mil milhões de dólares à OpenAI, de acordo com a informação publicada. No entanto, a iniciativa surge num momento de custos de financiamento mais elevados para o SoftBank e enquanto a entrada em bolsa da empresa criadora do ChatGPT foi adiada.
O SoftBank tem experiência prévia na procura de capital no Médio Oriente. Em 2017, obteve compromissos próximos de 100 mil milhões de dólares para o seu primeiro Vision Fund, com uma participação relevante do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e da Mubadala, sediada em Abu Dabi. O percurso desse veículo tem sido desigual, com investimentos bem-sucedidos como a ByteDance e outros fracassados, entre eles a WeWork.
O grupo anunciou em 2025, juntamente com a OpenAI, a Oracle e a empresa MGX de Abu Dabi, um projeto de centros de dados nos Estados Unidos avaliado em 500 mil milhões de dólares. Esse valor corresponde a um anúncio de investimento e não a capital já executado: segundo a informação disponível, a iniciativa ainda não registou progressos materiais. As ações do SoftBank chegaram a cair 7,3% em Tóquio na sexta-feira, pressionadas pela preocupação com o ritmo de crescimento das receitas da OpenAI.










