Localizado no coração do Bajo Aragón, o TechnoPark MotorLand se consolidou como um nó estratégico de inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico vinculado ao mundo da automação, da mobilidade sustentável e da indústria 4.0.
Desde sua criação há quase 20 anos, este parque tecnológico soube se posicionar como um espaço singular onde convivem empresas de ponta, centros de ensaio, instituições formativas e organismos públicos, todos focados em impulsionar o conhecimento aplicado a setores-chave para a transição energética e digital.
Ao longo desses anos, o TechnoPark evoluiu de uma aposta territorial para uma infraestrutura com vocação global, que hoje atua em áreas como eletrificação, hidrogênio, inteligência artificial ou condução autônoma, apoiando tanto multinacionais quanto pequenas e médias empresas inovadoras.
Sinergias como vantagem competitiva
Sua proximidade ao circuito internacional de velocidade de MotorLand Aragón confere uma vantagem competitiva única para o ensaio de tecnologias em condições reais, gerando sinergias diretas com o esporte motorizado e o desenvolvimento industrial.
Além do âmbito tecnológico, o TechnoPark também se tornou um ator-chave na dinamização econômica da comarca do Bajo Aragón, contribuindo para a criação de empregos qualificados e para a fixação de talento em uma área tradicionalmente afetada pelo desafio demográfico.
A colaboração ativa com universidades, centros de formação profissional e administrações públicas reforça seu papel como catalisador da mudança rumo a um modelo produtivo mais sustentável e competitivo.
À frente deste projeto desde seus inícios, Daniel Urquizu conhece como poucos os desafios e oportunidades que esse espaço encerra. Nesta entrevista, ele revisa as principais conquistas do TechnoPark, analisa o momento atual do parque e antecipa os próximos passos estratégicos para continuar atraindo inovação e investimento para Aragón.
Um dos principais polos de desenvolvimento do Bajo Aragón
O TechnoPark Motorland se tornou um polo fundamental para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Bajo Aragón. Enquanto o circuito de velocidade Motorland atrai os holofotes da mídia, o verdadeiro motor silencioso do território tem sido este parque tecnológico que abriga empresas inovadoras, fomenta o talento local e atrai projetos de alcance internacional.
«Se alguém se pergunta como seria Alcañiz e a comarca em 2025 se Motorland não tivesse existido, é evidente que o impacto econômico, social e empresarial não teria nada a ver. Não se trata apenas de licenças de obra ou visitantes. Estamos falando de empresas autóctones que tiveram que crescer para prestar serviços muito diversos: manutenção, equipamentos, suprimentos… Sempre incentivamos essas empresas a buscar soluções em seu entorno mais imediato,» explica Daniel Urquizu, diretor do TechnoPark Motorland.
Um ecossistema que impulsiona sinergias empresariais
Este parque tecnológico gerou um ecossistema que não só acolhe empresas do setor de automação e mobilidade, mas também se torna um catalisador de sinergias empresariais. «Baseamo-nos em duas chaves: temos espaço para continuar crescendo e já criamos um ecossistema que gera uma inércia própria. Essa bola de neve já está rolando, mesmo que seja necessário empurrá-la todos os dias. Quando uma empresa entra aqui, sabe que não está sozinha. Encontra recursos, serviços, outros agentes e colegas que apoiam seu projeto,» acrescenta Urquizu.
Um dos exemplos mais ilustrativos é a colaboração com a empresa local Motocross Center, que aumentou sua capacidade logística e comercial graças ao apoio do TechnoPark. «Sentamos com o responsável para entender como funcionavam seus armazéns, a gestão de pedidos, suas necessidades… E trabalhamos junto a eles para redesenhar processos: como otimizar o picking, como reduzir etapas no armazém, como aproximar os produtos mais demandados para melhorar tempos e eficiência,» afirma Urquizu. «Eles fizeram um trabalho espetacular: utilizam inteligência artificial e as melhores ferramentas para detectar as necessidades de seus clientes. Nós apenas contribuímos com um pequeno granito de areia, mas isso é fundamental.»
Colaboração e escuta ativa, chaves do sucesso
Este apoio constante se complementa com uma estratégia de colaboração ativa com universidades, administrações e organismos públicos. «Nos foram dadas duas orelhas e uma boca para ouvir o dobro do que falamos. Praticamos a escuta ativa: entendemos as empresas, suas necessidades, seu presente e sua ambição de futuro,» comenta Urquizu, destacando a importância da cooperação público-privada.
Aposta no talento jovem e no futuro
O TechnoPark Motorland também é um polo de atração para o talento jovem, especialmente por meio de iniciativas como o MotoStudent, uma competição universitária internacional que desafia estudantes de todo o mundo a projetar e fabricar motocicletas de competição, promovendo o desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais.
Com espaços amplos e serviços integrais, o TechnoPark Motorland olha para o futuro com a confiança de que continuará sendo um motor de desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos para o Bajo Aragón.
Um ecossistema em constante crescimento
«Temos espaço para continuar crescendo e já criamos um ecossistema que gera uma inércia própria,» observa Urquizu. Essa inércia se traduz em um ambiente de colaboração e apoio mútuo entre as empresas e entidades que habitam o parque, que sabem que não estão sozinhas diante dos desafios que envolvem inovar em setores tão exigentes como a automação e a mobilidade.
Daniel Urquizu insiste que esta comunidade criada em torno do TechnoPark Motorland é um de seus grandes valores: «Quando uma empresa entra aqui, encontra recursos, serviços, outros agentes e colegas que apoiam seu projeto. Isso cria uma bola de neve que continua crescendo.» Essa dinâmica permitiu que empresas locais, como o Motocross Center, pudessem potencializar suas capacidades logísticas e comerciais graças a um acompanhamento próximo e personalizado.
A experiência com o Motocross Center é paradigmática: «Sentamos com seu responsável para entender como funcionavam seus armazéns, a gestão de pedidos, suas necessidades… E trabalhamos junto a eles para redesenhar processos: como otimizar o picking, como reduzir passos no armazém, como aproximar os produtos mais demandados para melhorar tempos e eficiência», segundo Urquizu, «eles fizeram um trabalho espetacular: utilizam inteligência artificial e as melhores ferramentas para detectar necessidades de seus clientes. Nós apenas contribuímos com um pequeno granito de areia, mas isso é fundamental».
Ouvir para avançar
Um pilar básico na gestão do TechnoPark Motorland é a escuta ativa, tanto em relação às empresas quanto aos agentes públicos e educacionais. «Nos foram dadas duas orelhas e uma boca para ouvir o dobro do que falamos. Praticamos a escuta ativa: entendemos as empresas, suas necessidades, seu presente e sua ambição de futuro,» enfatiza Urquizu. Essa capacidade de ouvir e se adaptar permite que o parque tecnológico continue sendo um espaço relevante e útil para aqueles que buscam inovar e crescer.
Esse compromisso com a cooperação público-privada é fundamental para o diretor do parque: «A colaboração com universidades, centros de formação profissional e administrações públicas reforça nosso papel como catalisador da mudança em direção a um modelo produtivo mais sustentável e competitivo.»










