A Fundação Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis identificou mais de cem fósseis de pterossauros no sítio «El Pozo», em El Castellar, Teruel. Esta descoberta torna o local um dos registros mais importantes desses répteis voadores na península ibérica, destacando-se pela quantidade e qualidade dos restos encontrados.
Um sítio de relevância paleontológica
O sítio «El Pozo» já era conhecido por abrigar cerca de 1.000 icnítas de dinossauros, mas agora ganha um novo atrativo com a descoberta de fósseis de pterossauros. Esses répteis voadores dominaram os céus durante a era Mesozoica, desenvolvendo o voo ativo antes que as aves e os morcegos. Entre os restos encontrados estão fragmentos de mandíbula, vértebras, húmero, falanges alares e escápula-coracoide, todos com uma notável concentração em uma área reduzida.
A fragilidade desses ossos, ocos e leves, ressalta a excepcionalidade da descoberta, posicionando «El Pozo» como um local de grande interesse para a paleontologia, especialmente no contexto do Jurássico Superior na península ibérica.
Contribuições científicas e projeção internacional
A descoberta em El Castellar é significativa, dado o escasso registro de pterossauros do Jurássico Superior na península. Os fósseis, datados em aproximadamente 145-150 milhões de anos, representam a primeira evidência sólida de pterossauros no centro-leste da península. Alguns desses restos foram designados ao grupo dos pterodáctiloides e apresentados no congresso Paleo-NE 2025/7th IMERP no Brasil.
O estudo intitulado «First Late Jurassic pterodactyloid remains from eastern Iberia (Teruel, Spain)» foi liderado por Borja Holgado e contou com a colaboração de Sergio Sánchez Fenollosa, Josué García Cobeña, Ana González e Alberto Cobos. Essa pesquisa sublinha a importância do sítio para a compreensão dos pterossauros na região.
Apoio financeiro e futuro das investigações
As escavações e estudos em «El Pozo» fazem parte do Grupo de Pesquisa E04-23R FOCONTUR, financiado pelo Governo de Aragão, e apoiados pelo projeto PID2024-162804NB-I00 através do MICIU/AEI/FEDER. Além disso, contam com o apoio do projeto sobre sítios paleontológicos de Teruel, subsidiado pelos governos da Espanha e de Aragão por meio do Fundo de Investimentos de Teruel.
O sítio, declarado Bem de Interesse Cultural pelo Governo de Aragão em 2004, continua a ser um ponto focal para futuras investigações que prometem aprofundar o conhecimento da fauna do Jurássico Superior na região.










