O governo de aragão, liderado por Jorge Azcón, anunciou um protocolo detalhado para o retorno das pinturas murais do mosteiro de sijena após a decisão do tribunal supremo que ordena sua devolução. O plano inclui desmontagem, restauração e exposição no local original, respaldado por reformas técnicas no imóvel.
Um grupo de trabalho especializado elaborou um processo de desmontagem e transporte com visitas técnicas realizadas em maio de 2025 para verificar as condições de umidade, temperatura e segurança na sala capitular do mosteiro. Além disso, as obras de reforma recentes garantem a estabilidade ambiental no espaço, permitindo armazenar os fragmentos na sala capitular e nos antigos dormitórios.
O gabinete de Azcón manteve contato com a equipe do presidente catalão Pedro Sánchez para agilizar a entrega, sob o princípio de cumprimento judicial e lealdade entre administrações. Invoca-se o artigo 22 do estatuto de autonomia de aragão, que exige a recuperação de bens culturais expoliados, como marco jurídico para o processo.
A gestão do retorno tem sido impulsionada desde 2014 pelos governos de Luisa Fernanda Rudi e Javier Lambán, continuando na atual administração. É pertinente lembrar, uma vez que as pinturas foram extraídas durante a guerra civil espanhola sem autorização legal, segundo a sentença do supremo. Por fim, é importante destacar o trabalho dos serviços jurídicos autônomos e da judicatura por demonstrar a ilegalidade da extração e assegurar o arcabouço legal para a repatriação.










