O projeto Fungiverso tem alcançado avanços significativos na recuperação de recursos micológicos em Aragão, cobrindo um total de 70 hectares. Coordenado pelo Centro de Pesquisa e Tecnologia Agroalimentar de Aragão (CITA), esse esforço se concentra na conservação sustentável do patrimônio micológico da região, um recurso de grande valor ecológico e econômico.
Importantes Recuperações em Zonas Estratégicas
O projeto conseguiu a recuperação de recursos micológicos em 40 hectares de matagal, distribuídos em localidades como Loarre, San Martín de la Virgen del Moncayo, Añón de Moncayo, Orcajo e Mosqueruela. Além disso, trabalhou-se na recuperação de truferas silvestres em 30 hectares adicionais em Mora de Rubielos. Essas ações sublinham o compromisso de Aragão com a sustentabilidade e a gestão eficiente de seus recursos naturais.
Durante a apresentação dos resultados em Zaragoza, Manuel Blasco, conselheiro de Meio Ambiente e Turismo, destacou a relevância dessas iniciativas para o desenvolvimento local e a conservação do meio ambiente. O evento, direcionado a gestores florestais, prefeitos, empresas e associações do setor, evidenciou a importância da pesquisa na conservação e aproveitamento sustentável dos recursos micológicos.
Inovação e Empreendedorismo no Setor Micologico
No âmbito do evento, foi apresentada a marca «Setas de Origem», uma iniciativa de MicoAragón que busca promover produtos gastronômicos elaborados com cogumelos da região. Essa marca representa uma oportunidade para empreendedores locais desenvolverem modelos de negócio inovadores, aproveitando o potencial do patrimônio fúngico de Aragão.
Uma mesa redonda sobre o futuro do setor reuniu cientistas, funcionários florestais, deputados provinciais e prefeitos, que discutiram estratégias para assegurar a gestão sustentável do patrimônio micológico. Esse diálogo é crucial para alinhar esforços e maximizar o impacto positivo do projeto na economia local.
Apoio Financeiro e Perspectivas Futuras
O projeto Fungiverso foi financiado pela Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica, dentro do Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência, com fundos da União Europeia através do NextGenerationEU. Com um orçamento de 736.801,53 euros, o projeto se desenvolveu durante 2024 e 2025, estabelecendo as bases para futuras iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável na região.
Esses esforços não apenas promovem a conservação do meio ambiente, mas também geram oportunidades econômicas para as comunidades locais, consolidando Aragão como um referencial na gestão sustentável de recursos naturais.










