O Governo de Aragão e os agentes sociais assinaram o V Acordo de Solução Autônoma de Conflitos Laborais em um evento que contou com a participação da vice-presidente e conselheira da Presidência, Economia e Justiça, Mar Vaquero. O acordo incorpora mudanças significativas no funcionamento do Serviço Aragonês de Mediação e Arbitragem (SAMA), destacando seu papel na gestão de conflitos laborais na comunidade autônoma.
A vice-presidente Mar Vaquero participou do ato acompanhada pelos presidentes de CEOE e Cepyme Aragón e pelos secretários gerais de UGT e Comissões Obreras. Vaquero destacou o SAMA como símbolo do espírito de acordo da sociedade aragonesa e sublinhou que a sociedade aragonesa busca estabilidade, paz social e manter a tradição de negociação coletiva. A conselheira também valorizou o trabalho dos agentes sociais, apontando que assinaram acordos de legislatura em 2023 e 2024, e emitiram um comunicado conjunto sobre a sinistralidade laboral no verão.
O V Acordo apresenta seis mudanças principais: a atualização da denominação de «Extrajudicial» para «Autônoma» para sublinhar a independência das partes; a incorporação formal de mediação telemática, implantada em maio de 2020; o reconhecimento do programa formativo para mediadores desde 2008; o impulso à mediação intrajudicial por meio de protocolo com o Tribunal Superior de Justiça de Aragão assinado em 31 de março de 2025; novas possibilidades em procedimentos arbitrais permitindo árbitros de diferentes colegiados por matéria; e a possibilidade de considerar cumprido o trâmite de mediação em determinados procedimentos.
Desde sua criação em 1999, o SAMA gerenciou 173,951 expedientes individuais, dos quais 143,013 foram demissões, oferecendo cobertura a 1,893,157 trabalhadores e 358,697 empresas. Na conflitualidade coletiva, nos últimos cinco anos foram tramitaram 681 expedientes, incluindo 331 greves e bloqueios de negociação, com uma média anual de 136 expedientes. No total, o SAMA gerenciou 3,330 expedientes coletivos e 20 procedimentos arbitrais. Os resultados refletem uma taxa de acordo de 76% em procedimentos por demissão e de 74% em conflitos coletivos.










