As exportações peruanas de bens alcançaram US$ 54.049 milhões no primeiro semestre de 2026, experimentando um crescimento interanual de 34%. Esse aumento se deve principalmente a um notável incremento nas vendas de minerais, destacando os metais preciosos como o cobre e o ouro.
Segundo o Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur), as exportações do Peru registraram cifras recorde nos primeiros meses de 2026, assegurando um crescimento significativo que posicionou o país como um forte competidor no âmbito do comércio exterior. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo setor mineral, que contribuiu com US$ 39.875 milhões, o que equivale a um aumento de 49% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O desagregado setorial mostra que o cobre liderou as exportações minerais, somando US$ 18.563 milhões e um incremento de 42,8%. Por sua vez, o ouro reportou US$ 13.972 milhões, com um impressionante crescimento de 59,2%. Outros minerais como o concentrado de chumbo e prata também se destacaram, alcançando US$ 2.981 milhões e um aumento surpreendente de 113,3%. Em contraste, as exportações agropecuárias somaram US$ 5.667 milhões, crescendo 3,7% graças a produtos como o mirtilo e o abacate, que mostraram incrementos significativos em seus envios.
A dependência do Peru de poucos compradores se torna evidente ao observar que China, Estados Unidos e a União Europeia são os principais destinos de suas exportações. Na primeira metade de 2026, os envios para a Índia se duplicaram, alcançando US$ 5.407 milhões com um crescimento de 208,9%. O Canadá e a Suíça também relataram aumentos significativos nas importações peruanas, o que sugere um crescente interesse no mercado dos produtos peruanos em nível global.
Esses dados refletem não apenas a robustez do setor mineral, que continua sendo o motor do crescimento das exportações do país, mas também a necessidade de diversificar o portfólio exportador do Peru. Embora o país se beneficie de um ambiente favorável no comércio internacional, os riscos associados à concentração de produtos primários e de mercados permanecem latentes.










