O setor turístico de Aragão alcançou um impacto econômico de 4.107 milhões de euros em 2025, consolidando-se como o quarto maior contribuinte do PIB da comunidade, representando 10,7% do total. Esta análise foi apresentada pelo conselheiro de Meio Ambiente e Turismo, Manuel Blasco, em colaboração com Jorge Moncada, diretor-geral de Turismo e Hospitalidade, e María Jesús Gimeno, gerente de Turismo de Aragão.
Impacto econômico e geração de emprego
O turismo em Aragão não só contribuiu significativamente para o PIB, mas também gerou 67.500 empregos, tanto diretos quanto indiretos, posicionando-se como o quarto maior empregador na região. O estudo, realizado pela Direção Geral de Turismo e Hospitalidade de Aragão através do Sistema de Inteligência Turística de Aragão (SITAR), utilizou a metodologia Tourism Satellite Account para processar mais de 360 milhões de dados.
O gasto turístico direto ascendeu a 2.416 milhões de euros, complementado por um impacto indireto de 967 milhões de euros e um impacto induzido de 725 milhões de euros. O setor mostrou um fator multiplicador de 1,70€ para cada euro de gasto direto e um retorno fiscal de 677 milhões de euros.
Origem e características do turismo
Durante 2025, Aragão recebeu 7,3 milhões de visitantes, dos quais o mercado nacional aportou 1.403 milhões de euros com 6 milhões de visitantes e uma estadia média de 3,8 dias. Os principais visitantes nacionais vieram de Madrid, Catalunha, País Basco e Comunidade Valenciana. O turismo interno, ou seja, aragoneses viajando dentro de Aragão, representou 32% do total.
O mercado internacional gerou 627 milhões de euros com 1,3 milhões de visitantes e uma estadia média de 7,5 dias. A França destacou-se ao concentrar 45% das chegadas internacionais, mostrando uma maior rentabilidade com um gasto médio por viagem de 930 euros, em comparação com os 91 euros diários do turismo nacional.
Desafios e distribuição territorial
O relatório revela que 62,9% das capacidades turísticas estão localizadas em cinco comarcas: Sobrarbe, Ribagorça, Alto Gállego, Jacetania e Saragoça. No entanto, áreas com significativo patrimônio cultural e natural, como Teruel, têm menor capacidade de alojamento. Por províncias, Huesca concentra 57% das capacidades, Saragoça 25% e Teruel 18%.
Entre os principais desafios identificados estão a redistribuição de fluxos turísticos, a desestacionalização da demanda, a diversificação de mercados e o crescimento de imóveis para uso turístico, que aumentaram 111,5%. Além disso, destaca-se a dependência do mercado francês como um desafio a ser enfrentado.










