De 29 a 31 de outubro de 2025, Zaragoza será o epicentro de mistério e cultura com uma nova edição do Encontro Internacional de Ocultura, dirigido por Javier Sierra. Este ano, o evento girará em torno dos segredos menos explorados de Francisco de Goya, às vésperas do bicentenário de sua morte, com um programa que une arte, literatura, história e esoterismo.
Durante três dias, serão realizadas cinco conferências, visitas guiadas e atividades ao vivo. Entre os palestrantes destacam-se Dolores Redondo, que abordará a influência da bruxaria na obra de Goya; Florencio Monje Gil, com uma análise das deformidades nas Pinturas Negras; e Montse Aguer, que explorará os vínculos entre Goya e Dalí. O encerramento ficará por conta de Katherine Neville.
Além das palestras, a programação inclui uma visita à exposição “Goya: do museu ao palácio” na Aljafería e a gravação ao vivo de um programa radiofônico. Com entrada livre e capacidade para 600 pessoas, Ocultura reafirma sua vocação de aproximar o grande público das dimensões ocultas da cultura.
Ocultura celebra este ano sua oitava edição e cada vez desperta mais expectativa. O que encontrarão aqueles que comparecerem a este evento que combina arte, literatura, história e mistério?
Estamos a apenas dois anos de celebrar o bicentenário da morte de Goya e Aragão é influenciado pela proximidade da efeméride. Ocultura se dedica aos mistérios da arte, com um destaque especial em Goya.
O subtítulo é “Goya, arte e mistério”. Que aspectos de Goya serão explorados?
Duas conferências se centrarão nos vínculos de Goya com a bruxaria. No século XIX, Aragão foi um território com presença de bruxas e cultos heterodoxos. Dolores Redondo e Clara Tahoces compartilharão suas descobertas.
Contarão com figuras internacionais como Katherine Neville. Que papel ela desempenhará no encontro?
Katherine Neville, autora de «O Oito», participará do Ocultura com sua experiência em pintura. Sua voz influente promete deixar uma marca significativa.
No programa aparece uma conferência que relaciona Goya com Dalí. Que vínculo existe entre esses artistas?
Montse Aguer se concentrará em Dalí, destacando a semelhança com Goya em seu amor pela razão e pela magia. Dalí pintava temas alquímicos e atômicos, conectando-se com a essência de Goya.
Além das conferências, foram incluídas visitas guiadas e a gravação ao vivo de um programa de rádio. Qual a importância desses formatos complementares?
Ocultura promove atividades além das conferências. A Fundação Goya em Aragão oferece um acesso guiado à exposição na Aljafería. Também será gravado o programa “Espaço em Branco” da RNE.
Quero perguntar sobre seu livro “O plano mestre”, que relação ele tem com Ocultura?
“O plano mestre” explora a relação de Goya com a astrologia e seu impacto em suas pinturas. É um cúmplice perfeito para investigar a conexão com o sobrenatural.
Zaragoza, província natal de Goya, é também o cenário deste evento. Qual o papel que a capital desempenha?
Zaragoza, como anfitriã do Encontro, destaca-se por sua identidade aragonesa. A presença de Goya na programação reforça a conexão com o público local.










