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19 enero 2026

CROWDLENDING

Na primeira segunda-feira do mês de outubro (neste 2025, no dia 6), celebra-se o Dia Mundial da Educação Financeira. O lema para este ano: Informe-se, planeje, decida. Fundamental para facilitar a tomada de decisões com o objetivo de obter e manter uma boa saúde financeira. Diversas entidades se somam aos eventos programados para esta data. Palestras informativas, mesas redondas, oficinas, concursos escolares.

Sem dúvida, a informação é muito importante, mas a formação é ainda mais. Continuo com o desejo, a ilusão, de que todos os setores com responsabilidades no setor continuem realizando ações e atividades em favor de melhorar a cultura e a educação financeira de toda a sociedade. Desde crianças até idosos, deveríamos ter um mínimo de conhecimentos em finanças básicas. Formar e informar com profissionalismo e total transparência para todas as classes de pessoas.

Este ano, considerei dedicar meu artigo a um sistema de financiamento coletivo, o crowdlending. Crowd (multidão) + lending (emprestar dinheiro ou empréstimo), é um método de financiamento coletivo, segundo o qual, particulares e investidores emprestam diretamente dinheiro a empresas ou pessoas individuais, recebendo em troca a devolução do capital mais os correspondentes juros. Toda a operação através de plataformas digitais.

Permite que os tomadores de empréstimos obtenham financiamento de forma ágil. Para os investidores, uma ampla gama de opções de investimento, onde obter um retorno financeiro pré-estabelecido. Sem dúvida, uma alternativa à banca tradicional e que as Fintechs vêm trabalhando há anos.

Por que pensei neste tema? Há algumas datas, ouvindo o informativo de meio-dia da televisão nacional de uma respeitada rede de TV, observei que dedicaram vários minutos a esse sistema de financiamento e, em concreto, para documentar uma forma de financiamento para a promoção de habitações. Chamou minha atenção o importante volume que já é financiado sob esse sistema.

Mencionei as novas entidades de serviços financeiros, conhecidas como Fintech. Há oito ou nove anos, tive o privilégio de participar na organização e desenvolvimento de uma jornada sobre Financiamento para as Empresas na Câmara de Comércio de Huesca. Naquela ocasião, tivemos a oportunidade de conhecer diversas opções de financiamento alternativo, entre elas, o crowdlending.

Considero importante destacar, não confundir o crowdlending com o crowdfunding (microfinanciamento). Dois sistemas de financiamento com diferenças notáveis, embora em ambos os casos se tramitem através de plataformas online. As plataformas de crowdlending atuam como intermediários entre investidores e tomadores de empréstimos, conectando-os para facilitar o processo de formalização dos respectivos empréstimos. Oferecem um espaço seguro, transparente e eficiente para que as transações sejam realizadas com as devidas garantias.

As plataformas de crowdfunding atuam como intermediários entre «beneficiários» e «doadores». É um modelo de financiamento coletivo onde um grupo de pessoas contribui com quantias em dinheiro, apoiando uma iniciativa proposta de diversas naturezas. Principalmente, a filosofia do crowdfunding é altruísta. No entanto, as pessoas que contribuem com seu dinheiro recebem uma recompensa por sua colaboração, que pode ser em produtos, em ações, ou em rendimento a modo de empréstimo.

Eu já mencionei anteriormente um aspecto que considero conveniente ressaltar: oferecer um espaço seguro, transparente e eficiente para que as transações sejam realizadas com as devidas garantias. Estou pessoalmente convencido de que, nas entidades, trabalha-se muito e bem para evitar os ciberataques e fraudes.

Não podemos estar alheios às novidades financeiras. Devemos ter curiosidade, interesse e conhecê-las, mas na mesma medida, precisamos estar alerta, expectantes, com cautela diante de possíveis fraudes. São faces da mesma moeda.

Recentemente, a imprensa local divulgou uma fraude piramidal na qual várias dezenas de oscenses foram prejudicados. Um conselho: em todas as nossas contratações com entidades, bom senso e mais bom senso, entender e, se possível, compreender tudo o que está relacionado e as características do produto que vamos contratar. O dinheiro tem um preço, e tudo que se desvia ou se afasta desse preço, cautela. A velha máxima de que o duro a quatro pesetas é tão antiga quanto a da galinha dos ovos de ouro.

Entendo que não apenas no Dia da Educação Financeira, devemos conscientizar, mentalizar, educar e ensinar sobre isso. Precisamos ter informação e formação suficientes para discernir e diferenciar as mensagens com possíveis fraudes que nos chegam, e com clareza e previsibilidade, saber como agir nesses casos.

Miguel Ángel Otin Lloro

Secretário Geral. Huesca Excelente Fórum Empresarial

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