O Governo de Aragão comemorou esta quinta-feira o Dia da Educação Aragonesa 2026 com um ato institucional centrado na excelência acadêmica, na inovação e na projeção internacional do sistema educativo. Sob o lema “Aprendemos sem fronteiras”, o evento reuniu em Zaragoza representantes da comunidade educativa, autoridades, docentes, estudantes e entidades reconhecidas pela sua contribuição ao desenvolvimento do ensino na região.
A celebração, realizada na Sala de la Corona do Edifício Pignatelli, serviu para reivindicar o papel da educação como motor de transformação social em uma comunidade que conta com cerca de 275.000 estudantes, mais de 20.000 docentes e mil centros educativos distribuídos nas províncias de Zaragoza, Huesca e Teruel.
DURANTE A SUA INTERVENÇÃO, A CONSELHEIRA DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E UNIVERSIDADES, CARMEN SUSÍN, DEFENDEU A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO, DA VOCACIONAL DOCENTE E DO COMPROMISSO COLETIVO PARA FORTALECER O SISTEMA EDUCATIVO. A RESPONSÁVEL AUTONÔMICA SUBLINHOU QUE A EDUCAÇÃO DEVE SER “CUIDADA, PROTEGIDA E CELEBRADA”, DESTACANDO SEU PAPEL FUNDAMENTAL NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO DA COMUNIDADE.
Um dos momentos centrais da cerimônia foi a entrega da Medalha da Educação Aragonesa à Fundação Edelvives, em reconhecimento à sua trajetória e ao seu trabalho de difusão educativa a nível internacional. A instituição, com uma destacada presença editorial em numerosos países, foi distinguida por sua contribuição ao desenvolvimento de materiais pedagógicos e pela sua capacidade de projetar a produção educativa aragonesa além das fronteiras espanholas.
Além disso, o Executivo autonômico concedeu as Cruzes de José de Calasanz, uma das máximas distinções educativas da comunidade, a cinco figuras destacadas do âmbito educativo. Entre os agraciados estão a escritora e docente Ana Alcolea Serrano; o ativista educativo Arturo Arizón Aragüés, distinguido a título póstumo; José Calvo Dombón; Natalia López Zamarvide; e José María Marín Velázquez.
O ato também reconheceu o esforço acadêmico de estudantes de Educação Secundária Obrigatória, do Ensino Médio e da Formação Profissional através da entrega de prêmios extraordinários ao rendimento. Paralelamente, diversos centros educativos foram destacados por projetos relacionados à inovação pedagógica, à convivência escolar, aos programas STEAM, à internacionalização e às iniciativas Erasmus+, refletindo a diversidade de enfoques que caracterizam o sistema educativo aragonês.
A internacionalização constituiu o eixo temático desta edição. O lema escolhido, “Aprendemos sem fronteiras”, serviu como fio condutor de uma reflexão sobre a abertura das salas de aula ao mundo e sobre o valor das trocas culturais e educativas na formação das novas gerações. Uma mesa-redonda dedicada a esta questão e diversas atuações estudantis colocaram em evidência a crescente dimensão global do ensino em Aragão.
O dia concluiu com uma apresentação do Conservatório Superior de Música de Aragão, cujos jovens intérpretes ofereceram uma jota como símbolo da conexão entre tradição e inovação, um equilíbrio que as autoridades regionais situaram no centro da estratégia educativa para os próximos anos.
Em um contexto internacional marcado pela aceleração tecnológica e pelos desafios da mobilidade global, o Dia da Educação Aragonesa projetou a imagem de uma comunidade que busca combinar enraizamento territorial, excelência acadêmica e abertura ao mundo, reivindicando a educação como uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios do século XXI.










